Pensar como o usuário

9 Jun

O e-commerce já faz parte da vida de muitas pessoas, mas algumas empresas não conhecem o potencial deste mercado. Não percebem que uma loja virtual, segue conceitos similares aos de uma loja física. Um exemplo é a comunicação visual, que deve dispor as informações de maneira clara e objetiva. Na internet funciona assim também, pois as pessoas têm diferentes formas de classificar a informação. As grandes empresas utilizam o card-sorting para tornar o conteúdo de um site mais acessível ao cliente. Alguns clientes são selecionados e recebem cartões com o conteúdo do site e tem a tarefa de agrupá-los em uma área determinada, de acordo com a maneira que ele busca esse conteúdo online.

Pensar como o usuário, esse é o maior desafio do arquiteto de informação. É necessário o contato com o público consumidor do produto/serviço, pois através de um diálogo com o cliente, a empresa saberá onde é possível melhorar, o que fazer para atrair mais clientes e como gerar mais vendas.

Através de um exercício proposto em sala de aula, recebemos os seguintes produtos: Doze balas Butter Toffees – Arcor, sendo quatro sabor limão, quatro sabor doce de leite e quatro chokko laranja. E quatro pirulitos 7Belo – Arcor com chiclete.

Definimos como público consumidor desses produtos, jovens estudantes  de classes B e C, com idade entre 12 e 18 anos. Utilizando o conceito de card-sorting, pesquisamos com esse público quais informações tem maior relevância no momento da busca, e através de um wireframe indicamos a melhor maneira de dispor as informações no site. Ainda relacionamos produtos pertencentes a mesma categoria, neste caso, Guloseimas/ Doces.

O wireframe abaixo sintetiza o agrupamento das informações e a maneira que esse público costuma navegar. Ainda torna o conteúdo mais acessível no momento da busca, diminuindo o número de etapas ao final do processo.

Alunos:

Aline Apolinário Araújo

João de Souza

Lucas de Souza Pinto

Rennan Foganholo

Hipermidia

4 Mar

Hipermídia possui inúmeras definições, tanto pode ser a união de meios que dá acesso ao mesmo tempo a imagens, textos e sons mutuamente, permitindo fazer links entre seus componentes de mídia controlando sua própria navegação, além de tirar textos, imagens, sons fazendo com que o usuário possua a sua própria versão desenvolvida por ele, como pode ser também um meio de linguagem de “mídia atual”, ao qual pertence à internet, jogos de computador, TV interativa entre outros. Resumindo, Hipermídia seria um nível mais elevado de interatividade permitida ao usuário.
(Fonte: http://hipermidias.wordpress.com/2007/10/05/hipermidia-o-que-e-isso/)
Os efeitos da contaminação tecnológica e de linguagem originária entre a propagação das mídias digitais já podem ser vistas na TV e na mídia impressa. Os meios de comunicação se dispõem “conversar” com a tecnologia digital, mas não se preocupam em desenvolver uma linguagem própria, simplesmente porque não é de sua alçada rever de maneira profunda sua linguagem.
Desde a década de 1980, produziam-se pensamentos sobre as obras-de-arte, de entretenimento e divulgação jornalística, onde se utilizava os processos de comunicação unidos por sistemas digitais informatizados passando a chamar esses meios de novas mídias. Fazem parte desse novo “método” de comunicação a internet, os jogos de computador, cinema interativo, vídeo e TV interativa, entre muitos outros, cada um com as suas diferentes interfaces.
Assim como o cinema possui sua própria linguagem já estabilizada, as novas mídias também possuem a sua em fase de construção, a chamada hipermídia. No cinema existe um conjunto de estilos e sistemas em andamento bem definidos, já na hipermídia existe um novo meio repleto de possibilidades a ser explorado.
A hipermídia cresce e aumenta de maneira absurda a sua capacidade de conteúdos. Para quem a utiliza é necessário tempo para memorizar seus conteúdos ou até mesmo apagá-los para dar espaço aos novos. O fator mais intrigante é como dois conteúdos apresentados ao mesmo tempo para o usuário sejam compreensíveis para o mesmo. Acontece que em hipermídia é comum vários conteúdos aparecerem na tela ao mesmo tempo. Esse é o grande desafio do trabalho e roteirização de hipermídia.
(Fonte: http://www.sulradio.com.br/destaque_comunicacao_hipermidiatico.asp)

apresentação

apresentação

Hipermídia

4 Mar

Hipermídia possui inúmeras definições, tanto pode ser a união de meios que dá acesso ao mesmo tempo a imagens, textos e sons mutuamente, permitindo fazer links entre seus componentes de mídia controlando sua própria navegação, além de tirar textos, imagens, sons fazendo com que o usuário possua a sua própria versão desenvolvida por ele, como pode ser também um meio de linguagem de “mídia atual”, ao qual pertence à internet, jogos de computador, TV interativa entre outros. Resumindo, Hipermídia seria um nível mais elevado de interatividade permitida ao usuário.
(Fonte: http://hipermidias.wordpress.com/2007/10/05/hipermidia-o-que-e-isso/)
Os efeitos da contaminação tecnológica e de linguagem originária entre a propagação das mídias digitais já podem ser vistas na TV e na mídia impressa. Os meios de comunicação se dispõem “conversar” com a tecnologia digital, mas não se preocupam em desenvolver uma linguagem própria, simplesmente porque não é de sua alçada rever de maneira profunda sua linguagem.
Desde a década de 1980, produziam-se pensamentos sobre as obras-de-arte, de entretenimento e divulgação jornalística, onde se utilizava os processos de comunicação unidos por sistemas digitais informatizados passando a chamar esses meios de novas mídias. Fazem parte desse novo “método” de comunicação a internet, os jogos de computador, cinema interativo, vídeo e TV interativa, entre muitos outros, cada um com as suas diferentes interfaces.
Assim como o cinema possui sua própria linguagem já estabilizada, as novas mídias também possuem a sua em fase de construção, a chamada hipermídia. No cinema existe um conjunto de estilos e sistemas em andamento bem definidos, já na hipermídia existe um novo meio repleto de possibilidades a ser explorado.
A hipermídia cresce e aumenta de maneira absurda a sua capacidade de conteúdos. Para quem a utiliza é necessário tempo para memorizar seus conteúdos ou até mesmo apagá-los para dar espaço aos novos. O fator mais intrigante é como dois conteúdos apresentados ao mesmo tempo para o usuário sejam compreensíveis para o mesmo. Acontece que em hipermídia é comum vários conteúdos aparecerem na tela ao mesmo tempo. Esse é o grande desafio do trabalho e roteirização de hipermídia.
(Fonte: http://www.sulradio.com.br/destaque_comunicacao_hipermidiatico.asp)

Era Hipermidiática

17 Set

Percebemos a cada dia que a tecnologia avança, avança tanto que as transformações tornam o ontem um passado já distante. Dessa forma o tempo também, junto com a tecnologia, se torna cada vez mais algo distante. Lutar contra ele é trilhar uma batalha insólita, com um adversário invisível. Essa guerra incompreendida é um problema da modernidade, a neurose do mercado, o capitalismo, produtos físicos. Predominância do Ter. O virtual fantasioso.

Interfaces são criadas ao se pensar em ambientes virtuais, e sobretudo para uma proposta interativa, uma troca com o espectador, internauta, ou o público em geral. Mas a interação acima de tudo está naquele algo a ser comunicado, o conteúdo, a mensagem, além de produto, sobretudo idéias. Um processo de construção, divisão de conhecimento, um processo de construção para a compreensão de uma era mais comunicativa. Da compreensão do sentido das mídias para um aspecto extra mercadológico. Que não seja a favor somente do lucro, mas a compreensão das razões pelas quais há tantos problemas reais, os quais o mundo virtual não deve servir para alienar ainda mais, ao invés de conscientizar.

 

A interação é o momento em que é compreendido a importância da conscientização da estética nesta era em que o digital se desenvolve. As telas não devem substituir as relações presenciais humanas, pois assim o homem vai se tornando um robô, um frankstein de suas ferramentas de comunicação.

 

O futuro vive na mente de cada um, o quanto cada um pode imaginar, o quanto cada um pode fantasiar.

 

Alunos:
Artur Venturoli
Bruno Pavão ( http://www.brunopavao.com.br )
Douglas Eduardo
Fabio Eiji ( http://www.eijhi.com )
Felipe Couto Diomsi
Ramon Ontivero ( http://www.marceloramon.com.br )

Hipermídia

29 Ago

Definição:
Conjunto de mídias utilizadas para transmitir determinado conteúdo, possibilitando uma leitura não linear, conforme as necessidades e vontades do usuário.

Histórico:
Apesar de ter se evidenciado mais recentemente, conceito foi criado por Ted Nelson, na década de 60, sendo portanto bastante anterior ao aspecto tecnológico que lhe atribuem atualmente.

Trabalho:
A proposta do nosso trabalho é de apresentar o contéudo com uma navegabilidade não linear, de forma que o usuário possa escolher o link desejado e manipular a janela. Além disto, possibilitar a interatividade pelo uso de comandos de teclas para ativar músicas, imagens e vídeos. Desta forma, a navegação parte do usuário para o suporte, é portanto dinâmica e diferenciada de acordo com a vontade de quem a acessa.

Grupo:
Daniel Cotrim
Fábio wazima
Marco Zicarelli
Ricardo bezerra

DMD – 4ºB – 2008

Hipermidia

28 Ago

Encontrarmos num mesmo espaço várias mídias, que podem ser lidas de maneira não linear, aliás, a não linearidade pode ser um dos conceitos básicos de hipermídia, satisfazendo ou surpreendendo a procura de um caminho, cada um segue por onde achar mais interessante.

A disponibilidade de texto, som e imagem determinam que o receptor, interaja com hipermídia de forma intuitiva, a participação é marcada pela livre escolha de compreensão. Vemos que a navegabilidade e a mistura de linguagens denotam a necessidade de se ter a sensação de liberdade de escolha.

A hipermídia não se propõe a uma solução, mas a uma interação do usuário e o contexto ali explanado. A forma como se vai absorvê-lo fica quase sobre o controle do usuário.

Um projeto encontra mais recursos de ser memorizado, por intermédio do encontro de várias linguagens para exemplificar a mensagem midiática. É constituído a partir de hiperconexões estabelecidas entre diferentes elementos, e assim constrói um espaço essencialmente relacional, ou seja, definido a partir das relações entre os objetos que o compõem e cuja própria existência depende, portanto, daqueles mesmos objetos.

A hipermídia veio para difundir de maneira mais abrangente a nossa cultura, virtual ou não, estabelecida em um suporte. É uma maneira de gerenciamento e acesso a informações, onde a navegação é a principal característica.

DEFINIÇÃO DE HIPERMÍDIA, MULTIMÍDIA E CIBERESPAÇO

28 Ago

 

Pedro Tibiriça

e

Sallye Novikov Ritur

 

 

 

 

 

 

DEFINIÇÃO DE HIPERMÍDIA, MULTIMÍDIA E CIBERESPAÇO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Trabalho apresentado ao Curso de Design de Mídia Digital da Faculdade Impacta Tecnologia para obtenção de nota bimestral na disciplina Hipermídia (Professores: Euripedes Magalhães e Janaina Veneziani)

 

 

 

 

 

 

 

 

São Paulo

2008



Ciberespaço

“O neologismo pode ter surgido com William Gibson, em seu romance ficcional Neuromancer (1984), descrevendo um sistema, ou ‘lugar’, de ‘representação gráfica dos dados’, ou ‘uma representação das atividades humanas’.”

Denize Dall Bello

“Ciberespaço – uma alucinação conceitual experimentada diariamente por milhões de operadores em cada nação, por crianças sendo ensinados conceitos matemáticos… Uma representação gráfica dos dados abstraídos dos bancos de cada computador no sistema humano. Inconcebível complexidade.”

W.Gibson, (1993, p. 67).

O ciberespaço, dispositivo de comunicação interativo e comunitário, apresenta-se como um instrumento dessa inteligência coletiva.”

Lévy (1999:29)

 

“O ciberespaço é o novo meio de comunicação que surge da interconexão mundial dos computadores. O termo especifica não apenas a infra-estrutura material da comunicação digital, mas também o universo oceânico de informações que ela abriga, assim como os seres humanos que navegam e alimentam esse universo.”

Lévy (2000, p. 17)

 

“Ciberespaço é o conjunto de informações codificadas binariamente que transita em circuitos digitais e redes de transmissão. A partir das intricadas relações estabelecidas nesse sistema, emergem as referências a um ‘espaço informacional’, indicando o caráter teórico que embasa a concepção da espacialidade do ciberespaço.

“A World Wide Web (rede mundial) passou a ser genericamente identificada como ‘o ciberespaço’.”

Suely Fragoso (2000)

 

“Os avanços tecnológicos configuram num novo espaço que se convencionou chamar de ciberespaço.

O ciberespaço pode ser considerado como uma virtualização da realidade, uma migração do mundo real para um mundo de interações virtuais. A desterritorialização, saída do “agora” e do “isto” é uma das vias régias da virtualização, por transformar a coerção do tempo e do espaço em uma variável contingente. Essa migração em direção a um novo espaço temporalidade estabelece uma realidade social, virtual, que aparentemente, mantendo as mesmas estruturas da sociedade real, não possui, necessariamente, correspondência total com esta, possuindo seus próprios códigos e estruturas, genericamente identificada como ‘o ciberespaço’.”

Beatriz Helena Dal Molin.

 

 


 

Multimídia

“A multimídia é definida como o conjunto de textos, imagens, sons, animações, interações e vídeos. Seu objetivo principal consiste na transmissão de uma mensagem a um determinado público. Devemos ter em mente a estatística de que as pessoas se lembram de 15% do que escutam, 25% do que vêem e 60% daquilo com o que interagem” Vaughan T., 1994 e Wolfman D. E., 1994.

 

 

 


 

Hipertexto

“As origens do hipertexto estão vinculadas ao nome de alguns cientistas americanos- matemáticos, engenheiros – que desenvolviam suas pesquisas no campo da tecnologia informacional no período que se seguiu à II Guerra Mundial, (Vannevar Bush, Theodore Nelson e Douglas Engerlbart), pioneiros empenhados na solução do problema da sobrecarga da informação, ocasionada pela explosão da pesquisa durante os anos da guerra. T. Nelson então dá início ao projeto Xanadu, cujo sistema permitia a interconexão entre todos os documentos registrados.O neologismo hipertexto criado por ele significava, então, uma forma de os leitores organizarem os materiais poliseqüencialmente”.

“Hoje ciberespaço é entendido como um meio informacional que existe online em um computador, cuja estrutura composta de blocos de textos conectados por links eletrônicos, que oferecem diferentes caminhos para os usuários arranjarem as informações de modo não-linear, permitindo a recuperação da informação de forma dinâmica e interativa, então o hipertexto representa mais um capítulo da história da escrita e da história do livro.”

(Denize Dall Bello)

 

 

“Theodor Nelson já se reportava ao texto eletrônico como escrita ramificada que sugere ao usuário/leitor percursos previamente predefinidos, permitindo abertura do texto e, conseqüentemente, possibilitando a circularidade por parte do sujeito usuário no tocante às estruturas significantes digitais.” (Pedro Nunes Filho)

 

“De acordo com T. Nelson a maior influência do neologismo hipertexto, veio do vocabulário das matemáticas, em que o prefixo ‘hiper’ significa ‘estendido e generalizado” (Bardini, 1997,s. p.).

 

“A expressão hipertexto designa, o estabelecimento de conexões persistentes (links) entre seleções (âncoras) em arquivos digitais a serem enunciados sob a forma de texto. O usuário pode navegar através das informações selecionando e seguindo estes links. A WWW se formou da associação do Hipertexto, ao projeto de desenvolvimento de um sistema de domínio público, que viabilizou a transferência de arquivos entre computadores, operando a partir de sistemas operacionais.” (Berners-Lee,1996 – Autor e diretor da rede – World Wide Web)

 

“Hipertexto é um conjunto de nós ligados por conexões. Os nós podem ser palavras, páginas, gráficos, ou partes de um gráfico, seqüências sonoras, documentos complexos que podem eles mesmos ser hipertextos. Os itens de informação não são ligados linearmente, como em uma corda com nós, mas cada um deles, ou a maioria, estende suas conexões em estrela, de modo reticular. Navegar um hipertexto significa, portanto desenhar um percurso em uma rede que pode ser tão complicado quanto possível. Porque cada nó pode, por sua vez, conter uma rede inteira.”

(LÉVY, 1999:33)


 

Hipermídia

“Hipermídia é uma extensão do conceito de hipertexto, visando incluir informação não necessariamente textual, tais como as representações imagéticas, animação, vídeo e som.”

(Suely Fragoso)

 

“É uma forma de apresentação não-linear e heterogênea de informação, o que a torna mais flexível na representação de conteúdo didático. Na educação sue uso é de fundamental importância dado seu uso cada vez maior na Internet; em breve, a rede mundial de computadores será, possivelmente, o meio mais importante, pelo qual a educação à distância, alcançará professores e alunos, em especial no que se refere à educação continuada de profissionais residentes longe dos grandes centros urbanos.”

(Joni A. Amorim / Carlos Machado / Mauro S. Miskulin / Rosana G. S. Misculin)

 

“Particularmente, em ambientes de construção de conhecimento, a hipermídia vem sendo usada como uma ferramenta cognitiva, principalmente devido à sua arquitetura aberta, com maior capacidade de apoiar e engajar alunos e professores em tarefas significativas. No entanto, a sua utilização, especialmente na educação, enfrenta ainda alguns desafios como a dificuldade de se projetar e desenvolver sistemas e aplicativos que minimizem a sobrecarga cognitiva e a desorientação impostas ao usuário. Outro desafio, talvez mais difícil de solucionar, é a sua avaliação.” (Christina Marília Teixeira da Silva / Lígia Gomes Elliot)

 

“O prefixo hiper significa acima, posição superior ou além. O termo hiper foi utilizado na física por Einstein para descrever um novo tipo de espaço na Teoria da Relatividade – o Hiperespaço: espaço visto de outro modo.” (Pedro Nunes Filho)

 

“A hipermídia é um desenvolvimento do hipertexto, designando a narrativa com alto grau de interconexão, a informação vinculada (…) Pense na hipermídia como uma coletânea de mensagens elásticas que podem ser esticadas ou encolhidas de acordo com as ações do leitor. As idéias podem ser abertas ou analisadas com múltiplos níveis de detalhamento.” (Negro Ponte, 1995:66)

 

Além de permitir a mistura de todas as linguagens, textos, imagens, som, mídias e vozes em ambientes multimidiáticos, a digitalização, que está na base da hipermídia, também permite a organização reticular dos fluxos informacionais em arquiteturas hipertextuais… O poder definidor da hipermídia está na sua capacidade de armazenar informações e, através da interação do receptor, transmuta-se em incontáveis versões virtuais que vão brotando na medida mesma em que o receptor se coloca em posição de autor. Isso só é possível devido à estrutura de caráter hiper, não seqüencial, multidimensional que dá suporte as infinitas ações de um leitor imersivo.” (Lúcia Santaella)

 

 


Metáforas ao que chamamos “ciberespaço”

Ciberespaço como “Espaço Urbano”

 

“A cidade contemporânea é caracterizada por uma dualidade, em que cada habitante persegue seus próprios interesses, e ainda assim as atividades de todos combinam para direcionar e tornar viva a cidade como um todo. O ciberespaço, ou pelo menos a Internet, possui esta qualidade. Talvez nenhuma outra metáfora disponível possa capturar como a da cidade a tensão através da qual a ação individual conduz a um senso coletivo de coerência.” (J. D.Bolter, 1996, s. p.)”

 

Após a metáfora da “Cidade Virtual” surgiram inúmeros neologismos de seus habitantes, como netcitizens, ciberflâneurs. Assim como os cibernautas do Ciberespaço.

 

Uma “Cidade de Bits” por onde navegam “cidadãos-de-rede” (William Mitchel -1999)

 

 

Ciberespaço como “Cérebro artificial”

“Se auto-regula a partir de programas específicos e interconexões permitindo o trânsito intenso de múltiplas informações, a produção e a estocagem do conhecimento em seu amplo espectro. O ciberespaço é o que podemos denominar de cibermemória; um espaço de comutações imateriais, da interpenetração de linguagens, da coletivização de saberes, da ubiqüidade, da expansão fragmentada da cultura e mutação dos processos de significação.

Metaforicamente é a nossa memória expandida através de mediações técnicas cuja carga de informações se atualiza e potencializa a cada segundo formando uma tapeçaria sígnica de textos dialogam com outros textos, remetem a outras realidades, interagem com o som e a imagem formando um tecido imaterial que habitualmente denominamos de hipermídia.” (Pedro Nunes Filho)

 

Ciberespaço como “Outra Dimensão”

“A semelhança entre a experiência de navegação no ciberespaço associada a um exemplo elaborado por Riemann. (Riemann quis explicar a possibilidade de existência de outras dimensões.)

Figura 1: representação esquemática do ‘ser plano’ atravessando o Corte de Riemann (adaptado de Tolva, 1996, s. p.)

 

Um ‘ser plano’ percorre a superfície de seu universo bidimensional até que chega à abertura em que as duas superfícies se encontram. Inadvertidamente, o ‘ser plano’ atravessa a abertura criada pelos cortes em contato, passando de seu universo bidimensional A para o outro universo bidimensional B. Enquanto para um observador capaz de perceber a terceira dimensão o ser plano simplesmente passou de uma superfície para outra, a criatura que não é capaz de conceber a profundidade, e portanto não dispõe de conceitos como em cima ou embaixo, está desorientada.” (segundo Suely Fragoso)

“Analogamente, a partir dos links que seleciona o usuário da Web atravessa fronteiras entre diferentes agrupamentos de informação, apreende o fato de haver efetuado movimento, mas não consegue visualizar em que sentido ou direção o deslocamento da “Pagina” aconteceu. Como o ‘ser plano’ que atravessa o Corte de Riemann.” (Suely Fragoso)


 

 

Questionário

Onde a informação codificada que circula na rede mundial (ciberespaço/WWW) fica armazenada? Em grandes servidores espalhados pelo mundo, a maior parte deles nos Estados Unidos.

Como a informação circula na rede mundial? As informações são codificadas em seqüências de zero e um (códigos Binários) cada zero e cada um é chamado de Bit, que em conjunto de oito formam Bytes.

Como os códigos circulam e onde? Através de cabos de fibra ótica ou ondas, em uma velocidade enorme, espalhados por varias partes do mundo.

Após a descodificação como a informação aparece p/ o usuário? Através de hipermídia e hipertextos.

Como é chamada a pessoa que lê estas informações descodificadas? Cibernauta, Leito Imersivo, há inúmeros neologismos.


 

 

Glossário

Bit- um dígito binário. A menor unidade de medida de transmissão de dados usada na Computação. Oito Bits fazem um Byte.

Byte– conjunto de oito bits. Medida de transmissão de dados usada na Computação.

WWW – World+Wide+Web/ Mundo +Largo +Teia, Rede = Rede Mundial

Internet- (INTERCONNECTION + NET)Interligação+ Rede = rede interligada.

 

Ciber – elemento de composição proveniente do inglês “cybernetics” (1948- Norbert Wiener), do grego “kubernétés” (piloto, dirigente, a ciência de governar). Prende-se ao verbo grego “kybernéo”, cujo radical é o “kybern”.  (dirigir, pilotar)

Ciberespaço – (ciber + espaço), “espaço de navegação”

Ciberespaço – substantivo masculino, do campo da informática, é o espaço virtual constituído por informação que circula nas redes de computadores e telecomunicações. De acordo com o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora.


Cibernauta – significa utilizador de um espaço virtual ou de uma rede internacional de telemática. Trata-se de uma palavra composta de ciber (nético) + nauta. (segundo o Dicionário Houaiss)

Cibernauta – (Marinheiro do “espaço de navegação”)

Nauta – do grego ‘naútés’ (marinheiro, marujo)

Neologismo – fenômeno linguístico que consiste na criação de uma palavra ou expressão nova.  Muitas vezes constroem-se com auxílio dos mecanismos usuais de produção lexical, como a composição (justaposição, aglutinação, prefixação) e a derivação, geralmente por sufixação. Exemplos: hipertexto, hipermidia, ciberespaço

 

Cognição – [do lat. Cognitione] conhecimento, percepção, aquisição de um conhecimento. (…)

 

Reticulado / reticular – que tem forma de rede, retiforme, tramado (…)

 


 

 

BIBLIOGRAFIA

 

Santaella, Lucia – Navegar no Ciberespaço (2004)

Leão, Lucia – Cibercultura 2.0 (2003)

 

WEBGRAFIA

Dall Bello, Denize – A “alma” do Hipertexto

Núcleo de Pesquisa Semiótica da Comunicação, XXV – Congresso Anual em Ciência da Comunicação, Salvador/BA

http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2002/Congresso2002_Anais/2002_NP15bello.pdf

 

 

Fragoso, Suely – ESPAÇO, CIBERESPAÇO, HIPERESPAÇO

http://www.comunica.unisinos.br/tics/textos/2000/2000_sf.pdf

 

 

Nunes Filho, Pedro – PROCESSOS DE SIGNIFICAÇÃO: HIPERMÍDIA, CIBERESPAÇO E PUBLICAÇÕES DIGITAIS

http://www.ipv.pt/forumedia/6/8.pdf

 

Castro, José Flávio Morais e Magalhães, Monica – APRESENTAÇÃO DE UMA CARTA TOPOGRÁFICA UTILIZANDO RECURSOS DE MULTIMÍDIA

http://www.rc.unesp.br/igce/planejamento/publicacoes/TextosPDF/ArtigoJoseFlavio2.pdf

 

 

Dal Molin, Beatriz Helena – A REDE À FLOR DA TELA

http://e-revista.unioeste.br/index.php/linguaseletras/article/view/795/0

 

Joni A. AMORIM / Carlos MACHADO / Mauro S. MISKULIN / Rosana G. S. MISKULINConceitos, mapas e autoria de material instrucional em hipertexto http://www.abed.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?User…e=1por&infoid=824&sid=135&tpl=printerview

 

Berners-Lee, T. The World Wide Web: Past, Present and Future, 1996.

http://www.w3.org/People/Berners-Lee/1996/ppf.html

 

Christina Marília / Teixeira da Silva / Ligia Gomes ElliotAvaliação da Hipermídia para Uso em Educação: uma Abordagem Alternativa

http://emaberto.inep.gov.br/index.php/RBEP/article/view/271

 

http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=12602